quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CAMPINA GRANDE - A RAINHA DA BORBOREMA



Cidade da feira, mas também do mercado. Cidade do mercado, mas também do negócio. Cidade do negócio que se desdobra em infinitos negócios. Cidade que transpõem limites: do algodão da aurora industrial exportado para Liverpool à Cidade do Engenho, do Saber, a cidade Hi:tech. A cidade – como disse certa vez Gilberto Gil – “onde tudo tem valor”.

Cidade acolhedora, cosmopolita, terra da música, da arte, das manifestações multiculturais. Cidade da mistura de raças, de crenças, terra da poesia, da prosa, do repente, do improviso, onde todo forasteiro acaba se sentindo natural dessa terra de encantos, de trabalho. 

Cidade alegre, que do velho Cassino El Dourado evolui, expande-se não para uma parcela ou outra, mas para todos, para todo mundo sorrir, dançar e cantar. É a Campina do Maior São João do Mundo. Do xote, do foró e do baião.

A Campina de Teodósio de Oliveira, de Vergniaud Wanderley, de Joffily, de Rique, de Gondim, de Félix, de Ronaldo, mas também de José, Maria, Manuel e João. Quem se chega para cá, não quer sair, quem sai não consegue esquecer. É a Campina que a cada dia se torna Grande pela própria natureza.

Essa é a Campina de meus sonhos. Meu sublime torrão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

AVALIAÇÃO DA CAMPANHA


Inicialmente gostaria de agradecer, de coração, a todos que votaram em mim acreditando na sinceridade de nossa mensagem. Sou grato a Deus pelas pessoas próximas que estiveram nos acessorando desde o início de forma voluntária, eficiente e amiga. Só Deus poderá recompensá-las.

Elenquei algumas considerações importantes:

1. Qual a visão geral da campanha

Com a presença das forças policiais estadual e federal, as tropas do Exército e a fiscalização cerrada do TRE, configurou-se uma aparante tranquilidade. Isso foi o bastante para cercear a ação de grande parte dos crimes eleitorais que se praticava na calada da noite. Não se viam mais caminhões carregados de cestas básicas pela madrugada como em pleitos anteriores. Apenas carros de pequeno porte circulando, levando aqui e acolá levando cestas básicas para quem já havia sido determinado, em bairros considerados críticos como o Jeremias, por exemplo. 

2. O que explica uma votação tão inexpressiva

Considerando a acolhida de inúmeras pessoas que me abordavam pelas ruas dos    vários bairros por onde passei, principalmente no Jeremias, fazendo questão de asseverar que votariam em mim, deram-me a sensação de conforto e segurança de conquistar um bom resultado APENAS com a mensagem a que me propus.
Porém, nunca me apartei da convicção de que qualquer resultado de campanha pode ser mudado radicalmente na noite do sábado para o domingo. Isso é fato. A força do poder econômico e a manobra de opositores, que nos bastidores agiam ao arrepio da lei costumam ser a combinação perfeita para embaraçar a vida de qualquer que tentar enveredar pelo caminho da retidão. Mas o bem sempre triunfará! 

3. Esse resultado é consequencia direta da falta de apoio financeiro?

Sinto-me confortável para assegurar que NÃO gostaria de vencer essa eleição de vereador com um quantitativo de votos que não conquistei na base da verdade e justiça, afinal, que tipo de representante seria eu. Prefiro perder com a serenidade dos justos a ganhar sob o manto da onda violenta do poder econômico. 
Vi famílias inteiras sendo corrompidas, trocando o voto por sacas de cimento, cestas básicas, dinheiro sendo distribuídos de forma desenfreada. Candidatos pagando a vadios do bairro para arrancar placas, cartazes e bandeiras de outros candidatos. Situações explícitas para todo o morador ver, mas desapercebidos das forças policiais.
Como eu, outros candidatos que firmaram o compromisso de disputar de forma desarmada de quaisquer meios ilícitos, fraudulentos e desrespeitoso também tiveram um quantitativo de votos considerado por qualquer analista político, pífio. Até mesmo ex-vereadores que resolveram insistir nessa Odisseia, nessa sonho de chegar lá de forma honesta, com dignidade foram surpreendidos com os resultados.

4. A que se atribui a permanência dessa cultura de compra de votos

A culpa não pode recair sobre o povo, mas sim, sobre a própria estrutura histórica do País que relegou a segundo plano a educação. Com um índice de analfabetismo ainda muito acentuado, não é de se esperar outro comportamento por parte da população paraibana.
Sem educação de base sólida fica extremamente fácil corromper alguém que não tem acesso aos meios de saberes, à informação, ao senso crítico, e por isso, avalia como ganho os R$ 30,00 que recebeu para fazer parte da lista de boca de urna, ou a cesta básica com que foi "presenteado" pelo candidato que lhe apareceu, esse ilustre desconhecido. 

5. Como isso pode mudar

A mudança hoje já se faz mais eficiente. A passos ainda muito tímido, mas já é possível sonhar com o dia em que o eleitor atingirá um grau de consciência tão elevado que não será capaz de vender seu voto nem se curvar diante do abuso do poder econômico.
E a manutenção dos mandatos eletivos só se firmará com demonstrações claras de compromisso com a representatividade producente. Quando isso acontecer, só restará espaço para vereadores altamente competentes. E eu espero ser achado digno para corresponder a todas essas expectativas e poder garantir meu acento na Casa de Félix Araújo.

Um forte abraço a você que votou em mim, e você que não votou, espero que possamos aprofundar nossa amizade para que, na próxima eleição, possa ser melhor avaliado por você.

Aos vereadores eleitos, meus votos de sucesso!


terça-feira, 1 de novembro de 2011

O BAIRRO COMO SUBCENTRO ADMINISTRATIVO DA CIDADE


Em que bairro você mora? Não importa se num bairro considerado "nobre" da alta classe ou se num bairro da periferia, o bairro é a unidade que em seu conjunto forma a cidade. Além do mais, é o lugar responsável por boa parte de nosso arquivo emocional, por testemunhar nosso cotidiano, o vai-e-vem das pessoas, a convivialidade da vizinhança, os costumes, a cultura, as crenças, o desenvolvimento social.

Graças ao plano diretor, a lei orgânica do município, os espaços que compreendem os bairros têm uma tendência à estruturação urbanística. Os bairros hoje, na maioria, possuem rede de esgoto, coleta de lixo, redes de supermercados, unidades de saúde da família, escolas, creches, igrejas, delegacias, mercados, áreas de laser, enfim, uma lista enorme de equipamentos públicos e privados que estão ao dispor do morador.

Por que não transformá-los em subcentros administrativos que, ligados ao centro administrativo da Prefeitura Municipal pudesse promover seu auto desenvolvimento e sustentabilidade em nível local? Essa discussão não é nova e tem se processado no âmbito do Poder Legislativo em nível nacional, por uma razão simples: o Orçamento Participativo que grande alarde tem feito pelos municípios desse vasto Brasil caiu na caducidade quanto a sua eficácia. Ou seja, ficou caduco, pirado e inócuo. Ora, se os próprios membros do Poder Legislativo (vereadores) têm declarado abertamente que as Audiências para discussão da peça orçamentária do Município é um jogo de faz-de-conta, o que dizer da relevância dos delegados do O.P. (Orçamento Participativo)? Pura perda de tempo? Por quê? Porque orçamento mexe com volume de recursos que geram conflitos de interesses que não se coadunam com a vontade imediata do povo!

E o que mudaria de adotássemos o modelo de subcentro administrativo? Os conflitos de interesses poderiam até insistir, mas as obras estruturantes estariam perto do povo, estariam no bairro, os recursos se descentralizariam de acordo com as demandas sociais e não de acordo com as conveniências político-eleitoreiras como se vê pelo mundo a fora. 

O bairro continuaria sendo bairro, mas com um formato de sub-prefeitura, com orçamentos específicos. Então teríamos recuperação de escolas bem feitas, pavimentação de ruas sem desperdícios e com menos desvios de recursos públicos, equipamentos públicos de saúde e segurança em dia, em plena funcionabilidade. E, a tendência da população seria o envolvimento maior, seja fiscalizando in locu, seja contribuindo com maior desprendimento por ver seu bairro se desenvolvendo sem arrodeio nem favoritismos.

O sentimento de quem sabe estar cuidando efetivamente do que é seu, do lugar onde convive, onde mora é um sentimento de pertença, um sentimento forte. É um sentimento unido, coeso, firme. Que quero dizer com isso? Atos de vandalismo, depredação, desordem em geral com motivação nas drogas ou por quaisquer outros motivos seriam naturalmente rechaçados pelo simples fator organizacional dos moradores unidos em torno da promoção da cultura da paz e da harmonização do homem junto a seu meio ambiente.

Comente isto com seu amigo, parente, em família, e quem sabe, essa discussão não ganhe corpo e tornemos um dia, esse sonho em realidade, afinal, temos o dever e o direito de zelar pelo que é nosso, pelo nosso espaço, pelo nosso bairro. 

Um abraço fraterno!